Muito feliz por meu trabalho, O Papel da Contação de Histórias na Alfabetização, ter sido escolhido como destaque da VII Mostra de Iniciação Científica da Facos, agora Unicenec. Sinal de que o trabalho realizado está no caminho certo e de que minhas convicções em relação a educação também. Acredito que a leitura e a literatura devem estar presentes sempre na vida das crianças, principalmente em sala de aula, instigando os alunos em busca do conhecimento. Com este trabalho constatei o quanto a contação de histórias influencia na alfabetização e que a partir da leitura os alunos escrevem e compreendem melhor os escritos. Nesse sentido, os autores que fundamentaram minha pesquisa foram Cagliari (1998), que destaca a importância da
criança aprender a ler, para então desenvolver sua escrita, Ferreiro (1987),
que apresenta os níveis da psicogênese como um norte para o processo de
alfabetização, pois a partir deles o professor mapeia os níveis de seus alunos,
com vistas a propor atividades de acordo com as necessidades específicas de
cada aluno. Abramovich (1997) defende a ideia de que a contação de histórias
tem papel fundamental no processo de leitura e escrita, uma vez que é lendo que
se aprende a ler, pois ouvir histórias, além de ampliar a visão de mundo dos
alunos, faz com que eles tomem gosto pela leitura, percebendo-a como um ato
prazeroso que pode ser mantido durante toda a vida. Em relação à
formação de alunos leitores e produtores de textos, Jolibert (1994; 2006)
corrobora que essas ações precisam se desenvolver através da prática, lendo e
escrevendo, em uma sala de aula textualizada.
Blog sobre educação. Dúvidas, reflexões e questionamentos que emergem em nosso cotidiano.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
sábado, 5 de novembro de 2016
VII Mostra Científica da Facos
Nos dias 24 e 25 de outubro participei da VII Mostra de Iniciação Científica da Facos, com minhas colegas Pibidianas. Nesta edição, realizei comunicação oral, trazendo meu Trabalho de Conclusão do Curso de Pedagogia, orientado pelo professor Eduardo Rangel Ingrassia, intitulado: PRÁTICAS EDUCADORAS NOS ESPAÇOS DE EDUCAÇÃO NÃO
FORMAL: UMA ANÁLISE DE AÇÕES EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES, onde analisei três projetos sociais do litoral norte: Cras, Pim e Ação Legal e sua responsabilidade com os direitos dos envolvidos. Também compartilhei em forma de pôster meu trabalho como bolsista Pibid, em uma escola do município de Osório, sob orientação da professora Anilda Souza. Meu trabalho, O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA ALFABETIZAÇÃO, buscou reforçar a importância da contação de histórias, principalmente na fase em que os alunos estão aprendendo a ler e escrever. Foi muito bom rever os colegas e professores e voltar ao meio acadêmico apresentando minhas produções.
sábado, 15 de outubro de 2016
Dia do Professor
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Alfabetização e Letramento....
Durante mais uma leitura, um termo surgiu nos escritos: ALFABETISMO. O que é?????? Em seu livro, Alfabetização e Letramento, Magda Soares apresenta o conceito do termo de forma clara e objetiva, provando que ser alfabetizado, vai muito além da posse das habilidades de ler e escrever. O alfabetismo se trata do uso e das relações estabelecidas a partir do conhecimento adquirido.
"Do ponto de vista social, o alfabetismo não é apenas, nem essencialmente, um estado ou condição pessoal; é, sobretudo, uma prática social: o alfabetismo é o que as pessoas fazem com as habilidades e conhecimentos de leitura e escrita, em determinado contexto, e é a relação estabelecida entre essas habilidades e conhecimentos e as necessidades, os valores e as práticas sociais. "(SOARES,2003, p.33).
Referência:
SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento. São Paulo: Contexto, 2015.
sábado, 17 de setembro de 2016
Palavras de um Mestre
" Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isto existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido. " Rubem Alves
Com esse pequeno trecho deste grande autor, cabe a nós refletir...
A escola serve para que? Para que os alunos aprendam? O que?
O trabalho de um professor é árduo. cabe a ele mediar as aprendizagens dos alunos. Ensinar a pescar. Ensinar o amor por aprender a aprender. Criar as condições necessárias para que cada aluno aprenda de acordo com as suas capacidades, seus desejos e anseios. Estimular os alunos a ir além, querer saber mais, ter curiosidade. Não é fácil, mas também não é difícil. Basta a vontade. Para ser professor é preciso amor por o que se faz, amor por ensinar e aprender.
Referência:
ALVES, Rubem. Ao professor com o meu carinho. Rio de Janeiro: Saraiva, 2013.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Sempre em busca do conhecimento
Agora que estou formada tenho tempo de colocar minhas leituras em dia...rsrsrsr. O livro que está em minhas mãos no momento intitula-se "Educação na era digital: a escola educativa" do autor Ángel I. Pérez Gómes. Uma leitura sobre a era digital e os desafios encontrados pela educação. No início de sua fala o autor destaca:
" Quando os alunos contemporâneos abandonam a escola todos os dias, eles se introduzem em um cenário de aprendizagem organizado de maneira radicalmente diferente. Na era globalizada da informação digitalizada, o acesso ao conhecimento é relativamente fácil, imediato, onipresente e acessível." (PÉREZ GÓMEZ, 2015, p.14)
Pois bem... Vivemos na era da informação, tudo o que desejamos saber esta ao alcance de um click. Porém, a escola parece estar em uma era contrária, caminhando contra essa enxurrada de informação. Na atualidade segundo o autor, a escola não deve hierarquizar e fragmentar conteúdos, utilizar as decorebas, pois, tudo esta ao alcance de todos, logo é necessário que os professores organizem e canalizem as informações para que sejam transformadas em conhecimento. Nesse sentido é preciso encantar, despertar no aluno a vontade de aprender e utilizar o que aprendeu em sua vida. O professor atuando como mediador, sempre levando em conta que a aprendizagem ocorre em todos os espaços, em casa, no lazer, nos espaços virtuais e não apenas no período escolar.
A educação abrange muitos espaços. É preciso aprender a se educar neste novo contexto contemporâneo, a fim de que aprendamos a fazer nossas escolhas, para nos desenvolvermos cidadãos "educados " em todos os âmbitos de nossa vida.
Referência:
PÉREZ GÓMEZ, Angel. Educação na era digital: a escola educativa. Tradução: Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso, 2015.
sábado, 13 de agosto de 2016
Galeano e sua sabedoria
Em um mundo cada vez mais conectado, em que as pessoas não tem tempo para os filhos, para conversar, conviver e socializar, o que resta a nossas crianças? Sobreviver a essa esmagadora sociedade cada vez mais egocêntrica. Nesse sentido, o escritor Eduardo Galeano (1940-2015) descreveu em seu livro "De pernas pro ar, a escola do mundo ao avesso", o caos que vivemos:
"Dia após dia nega-se às crianças o direito de ser crianças. Os fatos zombam desse direito, ostentam seus ensinamentos na vida cotidiana. O mundo trata os meninos ricos como se fossem dinheiro, para que se acostumem a atuar como o dinheiro atua. O mundo trata os meninos pobres como se fossem lixo, para que se transformem em lixo. E os do meio, os que não são ricos nem pobres, conserva-os atados à mesa do televisor, para que aceitem desde cedo, como destino, a vida prisioneira. Muita magia e muita sorte têm as crianças que conseguem ser crianças."(GALEANO, 2015, p.11).
Para que esta triste realidade descrita pelo autor deixe de ocorrer, é preciso que o professor tenha consciência de seu papel de educador. Ser professor vai muito além de ensinar. Hoje o conhecimento esta em toda a parte, para que todos aprendam. Cabe ao educador orientar os alunos em relação aos saberes e formar cidadãos mais humanos e conscientes. Nesse sentido o professor tem o poder de elevar a autoestima dos alunos, influenciando-os, sendo exemplo. Por isso, os nossos alunos precisam ser percebidos como crianças, seres humanos com vida além da escola. Pensar em suas necessidades no seu todo, tanto afetivas, sociais, pedagógicas, quanto olhá-los de maneira única, ouvi-los e aprender com eles. Pois só assim, através de um olhar individual e humano será possível auxiliar os alunos em seus processos de aprendizagem e possibilita-los a oportunidade de serem crianças e fazerem a sua história.
Referência:
GALEANO, Eduardo. De pernas pro ar: A escola do mundo ao avesso. Porto Alegre: L&PM, 2015.
terça-feira, 2 de agosto de 2016
A sala de aula e sua complexidade
O que fazer quando se percebe na sala de aula que os aluno(s) não consegue(m) desenvolver a leitura e a escrita? Essa é uma dúvida que habita os pensamentos dos professores alfabetizadores. Em relação a essa agonia do ensino e aprendizagem, Elvira de Souza Lima(2010) contribui em seu livro " Quando a criança não aprende a ler e escrever" com reflexões que devem ser feitas pelo educador a fim de compreender o processo de ensino aprendizagem dos alunos, que precisam ser entendidos como seres humanos em desenvolvimento, que vão a escola, tem uma família, uma vida, um conhecimento a ser considerado. E ainda é preciso analisar o que de fato estes alunos aprendem e como, pensando não só na aprendizagem, mas também avaliando a prática do professor, sua maneira de mediar o ensino. Nas palavras da autora:
"...é necessário olhar em diferentes direções.[...] Se a escrita não for considerada um produto da cultura humana, a prática pedagógica em sala de aula tende a se distanciar do aluno como leitor e escritor. Esperar que a criança por si mesma descubra os intrincados caminhos a serem percorridos nas várias dimensões da escrita pode criar problemas de várias ordens para a criança. Há um papel específico a ser realizado pelo educador durante a alfabetização e no desenvolvimento posterior da leitura e escrita. Este papel é o de mediador cultural: a escrita como prática simbólica introduz uma dimensão nova no desenvolvimento que re-estrutura e enriquece o campo simbólico humano."(SOUZA LIMA, 2010, p.31)
Referências:
SOUZA LIMA, Elvira. Quando a criança não aprende a ler e escrever. 3° Edição. São Paulo: Inter Alia Comunicação e Cultura. 2010.
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