terça-feira, 20 de março de 2018

Reflexão atual

Nos dias atuais os extremos estão aflorados. Não se respeita o outro na sua maneira de ser, pensar e agir. Os direitos não são iguais para todos, uma vez que poucos desfrutam de privilégios e concentram riquezas e poder, ao passo que muitos vivem oprimidos, sofrendo com as desigualdades e mazelas que assolam nosso país. Por uma sociedade onde as pessoas sejam mais humanas, solidárias, iguais, tolerantes, sem preconceitos ou distinções, que respeitem a liberdade do outro e reflitam antes de falar, agir, escrever ou publicar.

O "outro", de quem ouvimos falar desde cedo, mas que temos dificuldade em reconhecer, geralmente é aquele que difere de nós por algum aspecto, seja por deficiência física ou intelectual, por idade, grau de pobreza, escolaridade, urbanidade ou origem étnica. a partir desta constatação, o desconhecimento de como é o outro provoca o preconceito, isto é, a ideia pré-concebida, acompanhada quase sempre pela suspeita, intolerância ou aversão. (BARROS in SILVA(Org), 2015, p. 68). 


Referência

BARROS, Maria Helena T. C. Atividades culturais e a inclusão na biblioteca pública. In: SILVA, José Fernando Modesto da. A biblioteca Pública em Contexto. Brasília, DF: Thesaurus, 2015. 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Bibliotecas Públicas

Compreendendo as bibliotecas públicas como espaços de educação, elas precisam ser exploradas e entendidas pelos citadinos tal como são: espaços que oportunizam o acesso e propagação de informações, que ensinam, educam, promovem a interação e socialização entre as pessoas. Como afirma Machado (2015) "O Brasil é um país onde  abiblioteca pública ainda não conseguiu se posicionar na sociedade como uma instituição de acesso à informação." (MACHADO in  SILVA (org), 2015, p.110).
As bibliotecas ainda são vistas em nosso país, como espaços de usufruto de quem estuda. Grande equivoco. Elas são espaços públicos, logo, todos os cidadãos tem direito de frequentar e desfrutar do conhecimento por ela ofertado, de acordo com suas necessidades. 

Referência

MACHADO, Elisa campos. Acesso à informação em bibliotecas públicas: aspectos políticos e econômicos. In: SILVA, José Fernando Modesto da. A biblioteca Pública em Contexto. Brasília, DF: Thesaurus, 2015. 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Primeira postagem do ano...Vem 2018!

Nesse início de ano, pós reflexão nostálgica de tudo que vivi e aprendi até hoje, meu sentimento é de gratidão! Gratidão por todas as pessoas maravilhosas que estiveram comigo nesses anos de aprendizagem, entrando na minha vida para acrescentar, me fazendo crescer tanto como profissional como pessoa. 
Mas especialmente, nesse último ano, sou grata por tudo que aconteceu... Pós graduação, novos colegas, novos mestres e uma sensação de aprendizado diário. Neste último ano mudei muito, me tornei melhor(acho) rsrsrsrs... Aprendi muito, estudei muito, li muito... E percebi que é preciso sempre mais... Mais aprendizagem, mais estudo, mais leitura, porque a nossa formação é constante, acontece a todo momento nas mais diversas situações. 
Então, com o coração cheio de gratidão por tudo que vivi nos últimos tempos, recebo 2018 de braços abertos, aguardando os novos desafios e as novas oportunidades, querendo sempre aprender mais e mais. 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Pedagogia...Reflita

Mas então afinal, o que tem essa área de tão importante? 
Pois bem, a pedagogia envolve um processo reflexivo da prática, que resulta em conhecimento. Muitas vezes, o educador não se dá conta disso, mas de forma muito discreta ele atua como pesquisador na turma em que leciona, pois trabalha esperando um resultado dos seus alunos e de sua prática. Esse resultado, são os dados que ele obtém de determinada mostra, no caso a turma específica, de uma determinada prática ou intervenção. A partir disso, além de escrever artigos, projetos de pesquisa e ele pode também, refletir sobre sua ação, melhorando cada vez mais a sua práxis. Isso é produção de conhecimento, num processo de interação entre educador e educandos. E ocorre todos os dias, nas diversas salas de aula de nosso país, mas nem sempre é assim percebido e entendido.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Vermelho como o céu


Vermelho como o céu é o título de um filme Italiano maravilhoso. A película aborda a temática da inclusão. Em um acidente doméstico, com a arma do pai, o menino Mirco fica cego. Na Itália por volta de 1970, os alunos cegos eram proibidos por lei de estudar em escolas regulares, para alunos “ditos normais”. Eram agrupados em escolas especiais, coordenadas por ordens religiosas, onde só estudavam alunos cegos, não havia inclusão e sim uma segregação deste grupo de deficientes da sociedade. Nesse cenário Mirco que até então dispunha da visão se sente deslocado, perdido e revoltado com sua nova situação. O professor da classe em que ele é inserido é um padre, chamado Dom Giulio. Em suas aulas tenta fazer com que seu conteúdo fique mais palpável aos alunos, aguçando os seus sentidos. Ele solicita aos alunos em uma aula, que façam uma pesquisa sobre as estações do ano. Aí eu não vou contar o filme  todo para não perder a graça né....kkkkkk....

Mas em relação ao que o professor faz por esse aluno, (GALIAZZI;MORAES;RAMOS, 2003, p.5) apontam que: “Pela investigação, o professor transforma o cenário da aprendizagem de forma a capacitar os alunos a desenvolverem suas próprias capacidades.” Logo, o docente percebeu que aqueles alunos poderiam ir além do que lhes  estava sendo cobrado.

Vale muito a pena assistir esse belíssimo filme. Bora?!

Referência: 

GALIAZZI, Maria do Carmo; MORAES, Roque; RAMOS, Maurivan. Educar pela pesquisa: as Resistências sinalizando o processo de profissionalização de professores. Educar, Curitiba, n. 21, p. 227-241, 2003.

VERMELHO como o céu. Direção: Cristiano Bortone. Itália: 2005. 1 DVD (95 min.). Título original: Rosso come il cielo.


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Ser professor...

Para Tardif e Raymond (2000), ser professor é uma questão de identidade, algo que carrega características e marcas da vida do sujeito, cada um é ao seu modo, sem modelos ou receitas prontas, a serem aplicadas de forma genérica:

Se uma pessoa ensina durante trinta anos, ela não faz simplesmente alguma coisa, ela faz também alguma coisa de si mesma: sua identidade carrega as marcas de sua própria atividade, e uma boa parte de sua existência é caracterizada por sua atuação profissional. Em suma, com o passar do tempo, ela tornou-se–aos seus próprios olhos e aos olhos dos outros–um professor, com sua cultura, seu éthos, suas idéias, suas funções, seus interesses etc. (TARDIF e RAYMOND, 2000, p.210).

Ser um bom professor, de acordo com Nóvoa (2017) é algo impraticável de estabelecer. Isso se refere ao “Tato pedagógico”: 

E também essa serenidade de quem é capaz de se dar ao respeito, conquistando os alunos para o trabalho escolar. Saber conduzir alguém para a outra margem, o conhecimento, não está ao alcance de todos. No ensino, as dimensões profissionais cruzam-se sempre, inevitavelmente, com as dimensões pessoais. (NÓVOA, 2017, p.3) 

Ser professor é um emaranhado de vivências, não consiste em algo pronto. É uma profissão construída na prática, no fazer pedagógico e na convivência com os educandos.

REFERÊNCIAS

NOVOA, Antônio. Para uma formação de professores construída dentro da profissão. Lisboa: Universidade de Lisboa, s.d. Disponível em:
<http://www.revistaeducacion.educacion.es/re350/re350_09por.pdf>. Acesso em: 10 ago. 2017.

TARDIF, Maurice; RAYMOND, Danielle. Saberes, tempo e aprendizagem do trabalho no magistério.Educação & Sociedade, ano XXI, n. 73, p. 209-244, dez. 2000. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-73302000000400013&script=sci_abstract&tlng=pt>.Acesso em: 25 set. 20


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Relação com o saber

No que diz respeito a teoria de Bernard Charlot, o sucesso escolar de um aluno tem ligação direta com a relação que ele tem com o saber. No sentido de que, o que o saber lhe representa e o que ele pode lhe proporcionar. O fracasso escolar então, se dá por falta de sentido na escola, sentimento de exclusão desse meio. Assim para Charlot (1996, p. 98) "A relação com o saber é uma relação social no sentido que exprime as condições sociais de existência do indivíduo."

Referências:

CHARLOT, Bernard. Relação com o saber e com a escola entre estudantes de periferia. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 97, p. 47-63, maio 1996.

sábado, 5 de agosto de 2017

Reflexões sobre os Sofistas

Trago aqui algumas reflexões a partir das aulas de Filosofia da Educação, sobre a educação sofistica, com base no texto a Paidéia.

Protágoras considera que uma educação como technè consiste em uma prática fragmentada e focada na especialização, deixando de lado a base religiosa e filosófica, pois objetiva formar especialistas, técnicos, trabalhadores, diferindo do modelo de educação proposta por Platão, que objetivava a formação integral do cidadã despertando suas singularidades, pois para Protágoras a technè política é a verdadeira educação e o vínculo espiritual conserva a coesão da humanidade. 
Platão acredita que existe uma relação entre religião e ciência e nega a secularização do pensamento afirmada pelos sofistas. Ele critica os fundamentos da educação Sofista que afirmavam que “o homem é a medida de todas as coisas” e adapta a frase para sua perspectiva afirmando que “a medida de todas as coisas é Deus”. A partir desta afirmação fica claro a influencia religiosa em seus pensamentos, pois ele retoma o mito, que na sua perspectiva não pode ser ignorado e tem como expressão fé e crença racionalizadas e supera o modelo Sofista, remontando a origem da educação helênica.
Para os sofistas a natureza é o fundamento de toda a educação possível. De acordo com o texto os sofistas investigam a natureza e a influência educativa exercida conscientemente sobre o homem, a fim de renegar sua influencia, para que o homem se torne um ser racional, sem se deixar levar por seus instintos e sentimentos, controlando seu corpo e sua natureza.
A expressão educação social do homem parte do estado social que lhe é dado, nesse sentido a noção de meritocracia se justifica por cada um receber a educação que merece, os filhos das famílias burguesas recebem uma educação mais ampla do que os filhos das classes menos favorecidas. Assim o intelecto só era despertado nas classes mais abastadas e a técnica era deixada para os trabalhadores, pois quem força o corpo não consegue “forçar” a mente.
A educação aristocrática baseava-se na natureza como a base da educação. A obra educadora se baseia no ensino, doutrinação e exercício do que foi ensinado, fazendo assim do que foi ensinado uma segunda natureza. O exemplo move à criança a imitação pois quando vê, ela entende a norma que deve seguir, imitando o modelo de homem ideal que lhe é apresentado.
A educação urbana baseava-se na lei, pois enxerga nela uma força educadora do Estado, que inicia quando o jovem sai da escola e ingressa na vida em sociedade e é forçado a viver com determinadas regras e exemplos, pois se não o faz é punido.
Protágoras considera que a educação tem caráter formativo em relação ao homem e seu papel a ser desenvolvido na sociedade, pois para ele o ato educativo consiste na formação da alma e os meios para que ela ocorra são as forças formativas. A divisão do currículo em trivium e quadrivium consistia na divisão da sociedade, pois cada grupo de disciplinas tinha um objetivo, apresentando as áreas de ensino para os trabalhadores e as áreas de ensino para os intelectuais. O corpo e a mente não estavam em sincronia. 
Os saberes especulativos, para Platão e Aristóteles tinham grande importância no campo educacional, porém na visão dos sofistas não tinham serventia para o povo trabalhador, sendo seu ensino destinado apenas às classes superiores, pela sua inutilidade no campo de trabalho braçal, por consistir na perda de tempo e energias e também pelo seu alto custo. Assim essa educação pertencia aos que dispunham alta posição e formação para atuarem no setor político da sociedade. Nesse ponto percebe-se que educação se adéqua ao controle e repressão da população, deixando o poder de decisão nas mãos de poucos.
O platonismo é um treino para a submissão, pois institui a moralidade através do intelecto e esse tipo de educação se adéqua ao controle e repressão no ocidente tardio burguês, quando este compartilha desta teoria, deixando resquícios até os dias atuais. A educação continua sendo para poucos, e as massas são condicionadas ao trabalho e a ordem, servindo aos que detém o poder.

Referências:

JAEGER, W. Paidéia. São Paulo: Martins Fontes, 1995, p. 348-373.